segunda-feira, 27 de abril de 2009

ANSEIO SACIADO

ANSEIO SACIADO
Eu te quero tanto, tanto nesta madrugada,
pra tu me amares e eu te amar, amor!
Não vamos nos retardar,
não vamos deixar perder infinitas horas
de nosso amor, e o tempo desperdiçar.
Eu disse que viria pra ti,
e vim. Estou aqui.
Meu corpo, trêmulo de ti, te pede,
te exige e te espera silencioso, mas ansioso.
Quero te ofertar meu “soul love”,
inigualável em sentimento que arde e me consome inteira, por dentro e por fora,
porque saído do mais profundo do meu ser,
das minhas entranhas moídas
com desejos armazenados, camuflados,
à tua espera,
à espera deste amor que me degusta com os olhos,
me desnuda a alma, me toma o coração
e me possui o corpo molhado, em profusão.
Banhada pela emoção que atinge todos os meus sentidos,
choro docemente o chôro das estrelas cadentes
que morrem na minha boca,
salgadas, quentes.
Sueli Andrade (Poetisa das Marés)

Coração pequeno

Por que diante de um grande amor
Eu me senti tão pequeno
Como um botão de flor
Que precisa do sereno
Sufocado e angustiado
Com o gosto amargo da derrota
Como o solo ressecado
Onde a planta morre e não brota
Incansável, vou tentar
Em outro jardim, outra flor
Coragem para olvidar
O que foi um grande amor

João Santos
Você olhou-me, desejou-me
foi, aproximando devagar,
Foi sentindo meu cheiro
Respirando meu prazer
Estendi a mão para que me tocasse
E ao tocar-me...
Meu mundo girou, meu ar faltou
E tremi de desejos...
Seus lábios tocaram os meus
Com uma suavidade, você bebeu com sede
O meu amor...
Foi deslizando sobre meu corpo esguio,
Lambendo cada gota do meu suor
Cada calor do meu sentimento ali despojado.
Sussurrei de prazer...
E você bebeu do meu suco
Entrou dentro de mim,
Como se fosse meu dono
Perdi meus reflexos, entreguei-me a você
Perdida de amor.
Você disse aos meus ouvidos...
Belíssima amada minha!
E uma explosão dentro de mim aconteceu
Senti que o mundo e o momento
Era apenas meu...
Senti -me embevecida
E você disse baixinho, lhe escolhi
Para ser minha...
Suados de prazer
Sentimos o gozo em cumplicidade
Estrelas ... lua...música..
Tudo era poesia...

Mérci

Olhares

Olhares

Meu olhar buscou vãs esperanças
E numa reciprocidade de buscas
Nossos olhares se cruzaram...
Não passamos despercebidos,
Nossa aura, nosso imã ...
Fugi como quem foge da vida
Do medo, do próprio eu, do nada
Do tudo, mas nossa sensibilidade
Atraiu nossos instintos...
Você paixão, eu fogo
Carente na alma e caliente no corpo.
Fui além dos meus desejos
Penetrei em minha pele sedenta
Carente de amor, do prazer
Adentrei poros, exalei odores.
Odor de fêmea no cio
E olhei sua alma faminta de mim.
Seus olhos estáticos aguardavam
O encanto de minha sensualidade
Aos poucos fui despindo pudores
Deixando valores, temores
Quando vi, estava nua de mim
Pura, apenas ali.

Mérci

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Magia

De uma pessoa muito especial.

Trago comigo a magia da sedução...
O encanto da noite enluarada...
Em meu olhar te oferto...
O brilho das estrelas...
Carregado de paixão...

Na voz tenho veludo...
No olhar o feitiço...
Vai, chega mais perto...
Olhe em meus olhos...
Toque em meu corpo...
E sinta o meu coração...

Continue olhando em meus olhos...
Vejo aqui o encontro...
Do destino marcado...
Sem juramento...
Que o tempo ainda não esqueceu...

Acredite sou cigana...
Não pense que estou a te enganar...
Beba esta taça de vinho...
Que a mulher de seu destino...
Sou eu, cigana da sedução...
Nesta noite de luar...


Sônia Souto

sábado, 18 de abril de 2009

Saudade

Hoje bateu saudades
Coisa que não quero mais
Me sentindo à deriva
Desatracado do cais
Já tinha lhe dito: Não venha!
Fique longe de mim
Mas que me agride mesmo assim
Traz lembrança de quem foi embora
Me tortura. Me devora
Sai de dentro do meu peito
Do meu coração que chora
Saudade!...Saudade!
Não sei por que insiste
Não vê que me deixa triste?
Não faça esta maldade!
Vá e diga para ela
Que estou aqui sozinho
Nesta mesa a esperar
Com duas taças de vinho
Para com ela tomar
Vermelha como seus lábios
Flores enfeitam o lugar

João Santos

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Prisioneira de mim


Prisioneira de Mim

Nutro um sentimento,
Um carinho diferente
Descompassado e absurdo!
Ouço a batida no peito.
Sensação adormecida
Que lentamente vai aflorando.
Vejo uma alma, um estranho desejo,
Refletido como lanças
Estimulando a vida através da dor.
Num coração aflito.
Tanto de desejo, tanto de querer
Emergindo como um sentimento insano,
Um fogo adocicado,
A queimar minha pele urdida,
Fazendo estarrecer.
Deixando-me sedenta
Ao gozo dos deuses,
Molhada, pelo sêmem da vida,
Minha alma geme
Pedinte, presa
A descobrir no tempo,
O momento exato de ser feliz.

Mérci